quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ausência


Sei o quão asfixiante é o cubo
Como se a forma estivesse translúcida  
Por vias aéreas bruscas sem o menor fio de seda
Vendo bombas que caem por céus dourados sem vida
Soterrando estações adormecidas
Onde o pó não cessa a viela da terra
- Ajuda!
Diria o cego martelo de fogo.
Mas sequer o precipício foi atendido
- Claro, há certa ausência nos quadros da parede do abismo!
Diria novamente o cego martelo de fogo.
Mas mesmo com cubos aritmeticamente planejados
O acaso nos derruba com a segurança de um soldado
Clamando sorrateiramente por morfina.

2 comentários:

Lucas Alvim Tomaz disse...

Ficou ótimo, vc deveria escrever com mais frequencia, ham ham

Ana Laura disse...

=p